sábado, 22 de abril de 2017

Carta Missionária (IV)


Obrigada por sua carta tão afetuosa comigo.
Aqui é difícil fugir da oração.
A equipe caminha com segurança.
Vamos em frente, sei que sabe dos meus sentimentos...
Estou escalando a subida para o céu.
Como estar perdida num país estrangeiro uma vez que me abandono totalmente nas mãos jubilosas?
Vontade de servir a Deus nestes anos que me restam.
O resto não conta mais e deixo pra trás, queimo os barcos.
As estrelas aqui brilham mais. As areias do sertão queimam mais.
Rosto vermelho, secura, me sinto no deserto.
No dia livre, caminho sozinha, a solidão se trona oásis. Esvaziamento, intimidade com Deus. O Santísismo Sacramento exposto é o meu céu aqui na terra.
Tudo é silêncio em mim, saúde ótima, espírito sereno, calma absoluta.
Desejo-lhe um pouco da paz daqui.
Gostaria de revê-la.
O amor aqui aumenta em vez de diminuir.
Um beijão da sua irmã.

sábado, 15 de abril de 2017

Carta Missionária (III)


Estou contente demais. Levo vida dura mas sou feliz!
A montanha me fascina. Recebo tudo com muita alegria e indiferença.
A realidade das Bem aventuranças é fantástica: liberdade, desprendimento.
Como bem, não se preocupe; tentamos nos libertar de vaidades.
O Senhor me guiou bem e já sinto vantagens espirituais.
O tempo voa e logo vai se acabar mais esta missão.
Faz muito vento aqui.

Caminhei bastante no feriado passado aqui.
O resto contarei pessoalmente.
Beijos para todos.
Todo o afeto possível e garantia de orações.
Sempre sua,
Ir. Emerenciana

sábado, 8 de abril de 2017

Carta Missionária (II)


"Caríssimo Celso,
Visitei duas aldeiazinhas. O silêncio impressiona. É cativante!
É um lugar adequado para meditação e adoração.
Estou no coral.
Uma vida autenticamente cristã.
Tenho tempo espiritual de Nazaré.
Desisto de vida pública.
Fecundidade total.
Conheci os trapistas.
Optamos por coisas mais simples.
Não me esqueço de vocês aí dinate do Santíssimo, recordo-me de suas aflições e pedidos de preces.
Reze por mim para que eu seja fiel ao Chamado de Jesus.
Tenho você junto a mim, como todo meu amor, na minha solidão cheia de Deus.
Sempre sua,
Ir. Elizabeth"